Ernest
Mandel – É preciso defender um
modelo de socialismo que será totalmente emancipatório em todas os terrenos da
vida. Este socialismo deverá ser autogestionário, feminista, ecológico,
radicalmente pacifista, pluralista, estendendo qualitativamente a democracia, e
ser internacionalista e pluripartidário.
Restaurar
a credibilidade do socialismo
Desde a
metade dos anos 1970, ocorreu em escala mundial uma deterioração da correlação
de forças entre as classes. A razão principal foi o início de uma onda depressiva
de longa duração na economia capitalista com um contínuo crescimento do
desemprego. Nos países imperialistas, o desemprego aumentou de 10 para 50
milhões de pessoas; no Terceiro Mundo chegou a 500 milhões. Em vários dos
países do Terceiro Mundo, isso significa 50% ou mais da população estando sem
trabalho.
Esse
massivo aumento no desemprego, e o medo do desemprego entre aqueles que têm
trabalho, enfraqueceu a classe trabalhadora e facilitou a ofensiva capitalista
mundial voltada para o aumento das taxas de lucro através do arrocho do salário
real e do corte de investimentos sociais e infraestruturais. A ofensiva
neoconservadora é somente a expressão ideológica dessa ofensiva econômica e
social.
A larga
maioria da lideranças dos partidos de massa que se reivindicam socialistas
capitularam diante desta ofensiva capitalista, e aceitaram políticas de
austeridade; isso tem sido visto em diversos países como França, Espanha, Nova
Zelândia, Suécia, Venezuela e Peru. Isso desorientou a classe trabalhadora e, durante
todo um período, tornou mais difícil para as massas de encarar as lutas
defensivas.
Essa
capitulação da socialdemocracia esteve conectada ao impacto ideológico e
político da crise do sistema do Leste europeu, da ex-União Soviética, da
República Popular da China e Indochina, que está fomentando uma profunda e
quase universal crise de credibilidade do socialismo.
Aos olhos
da grande maioria da população do planeta, as duas principais experiências
históricas de construção de uma sociedade sem classes – a
stalinista/pós-stalinista/maoista e a socialdemocrata – falharam.
É claro,
as massas entendem muito bem que esta é a derrota de um objetivo social radical
global. Mas isso não implica uma avaliação negativa das importantes mudanças
concretas que ocorreram na realidade social em favor dos explorados. Nesse
sentido, o balanço de mais de 150 anos de atividade do movimento internacional
dos trabalhadores e todas as suas tendências permanece positivo.
Mas isso
não é o mesmo que uma crença de milhões de trabalhadores de que todas as lutas
imediatas irão progressivamente levar à luta pela derrubada do capitalismo e ao
advento de uma sociedade sem classes, sem exploração, opressão, injustiça ou
violência em massa. Na ausência de tal convicção, as lutas imediatas são
fragmentadas e descontínuas, sem objetivos políticos globais.
A
iniciativa política está nas mãos do imperialismo, da burguesia e seus agentes.
Isso é claro pelo que está acontecendo na Europa do Leste onde a queda das
ditaduras burocráticas sob o impacto de amplas lutas de massa não levou a
iniciativas políticas em direção ao socialismo, mas em direção à restauração do
capitalismo. A mesma coisa está começando a ocorrer na antiga União Soviética.
As massas
na Europa do Leste e na antiga União Soviética, para não mencionar países como
Camboja, identificam a ditadura stalinista e pós-estalinista com marxismo e
socialismo, e rejeitam tudo isso igualmente. Stálin assassinou um milhão de
comunistas e reprimiu milhões de trabalhadores e camponeses.
Isso não
foi produto do marxismo, do socialismo ou da revolução; isso foi resultado de
uma sangrenta contrarrevolução. Mas que as massas continuam vendo essas coisas
de maneira diferente é um fato objetivo que se sustenta fortemente sobre
realidades políticas e sociais internacionais.
Essa crise
de credibilidade do socialismo explica a contradição principal da situação
mundial em um momento no qual as massas estão lutando em vários países,
frequentemente em uma escala mais larga do que em qualquer período anterior.
De um
lado, o imperialismo e a burguesia internacional não são capazes de esmagar o
movimento dos trabalhadores como fizeram nos anos 1930 e início dos anos 1940
em grandes cidades da Europa e do Japão e em vários outros países. Mas, de
outro lado, as massas trabalhadoras ainda não estão preparadas para lutar por
uma solução anticapitalista global. Por essa razão, nós estamos em um período
de crise mundial e desordem em que nenhuma das principais classes sociais é
capaz de assegurar sua vitória histórica.
A principal
tarefa dos socialistas e comunistas é tentar restaurar é tentar restaurar a
credibilidade do socialismo na consciência de milhões de homens e mulheres.
Isso será possível somente se o nosso ponto de partida for as necessidades e
preocupações imediatas dessas massas. Qualquer modelo alternativo de economia
política deve incluir essas propostas. Essas propostas devem dar o mais
concreto e eficiente auxílio para as massas lutarem com sucesso por suas
necessidades.
Nós
podemos formular isso em termos quase bíblicos: eliminar a fome, agasalhar os
sem roupa, dar uma vida digna a todos, salvar as vidas daqueles que morrem por
falta de atendimento médico adequado, generalizar o acesso gratuito à cultura
incluindo a eliminação do analfabetismo, universalizar as liberdades
democráticas, os direitos humanos e eliminar a violência repressiva em todas as
suas formas.
Impulsionar,
sem restrições, amplas lutas de massas
Nada disso
é dogmático ou utópico. Ainda que as massas não estejam prontas para lutar pela
revolução socialista, elas podem aceitar inteiramente esses objetivos se eles
forem formulados na forma mais concreta possível. Eles podem levar a amplas
lutas nas mais diversas formas e combinações. Para isso nós devemos tentar ser
o mais concretos possíveis em nossas proposições. Que tipo de produção
alimentar é possível? Com quais técnicas agrárias? Em quais regiões? Quais
materiais podem ser produzidos? Em quais localidades ou nações na mais larga
escala internacional?
Mas quando
nós examinamos as condições necessárias para atingir esses objetivos, chegamos
à conclusão de que tal programa implica uma redistribuição radical dos recursos
existentes e uma mudança radical nas forças sociais que têm o poder de decisão
sob suas mãos. Nós devemos estar convencidos de que as massas que estão lutando
por esses objetivos não irão abandonar a luta quando a realidade demonstrar
essas implicações.
Aqui
reside um dos desafios históricos diante do movimento socialista: ser capaz,
sem condições prévias, de liderar as mais amplas lutas de massa para atingir as
mais urgentes necessidades atuais da humanidade.
Tal modelo
alternativo é possível em nossa sociedade atual sem um objetivo de curto ou
médio prazo de tomar ou participar do poder concreto, em curto ou médio prazo?
Eu acredito que esta seja uma forma equivocada de colocar a questão. É claro
que não há nenhum modo de se esquivar do problema do poder político. Mas a
forma concreta da luta pelo poder e, sobretudo, as formas concretas de poder
estatal não devem ser decididas de antemão. Acima de tudo, a formulação de
objetivos concretos e de formas concretas de luta por necessidades definitivas
não deve ser subordinada a objetivos realizáveis em curto prazo no plano
político.
Pelo
contrário, os objetivos e formas de luta devem ser determinados sem nenhum
prejuízo político. A fórmula deve ser aquela do grande taticista Napoleão
Bonaparte, que foi repetida muitas vezes por Lênin: on s’engage et puis on voit (“entremos na batalha e
então veremos”).
É esse o
modo pelo qual o movimento internacional dos trabalhadores, durante o período
de sua mais impressionante atividade de massas, conduziu suas campanhas de luta
por dois objetivos centrais: a jornada de trabalho de 8 horas diárias e o
sufrágio universal.
Não pode o
imperialismo hoje ou, mais precisamente, o imperialismo aliado ao grande
capital, impedir a realização destes mesmos objetivos nos países da América
Latina? Não pode o imperialismo bloquear o influxo de capital e a transferência
de tecnologia ainda mais do que já está sendo feito através das pressões do FMI
e do Banco Mundial?
Novamente,
eu acredito que colocar a questão desta forma pode nos levar a uma armadilha. A
verdade é que ninguém pode dar uma resposta a isso de antemão. Em última
instância, tudo depende da correlação de forças. Mas estas não são
pré-determinadas e estão constantemente mudando.
No mais, a
luta pela ação de massas por objetivos realizáveis e precisos é exatamente uma
forma de alterar a correlação de forças em favor dos trabalhadores e todos os
explorados e oprimidos.
Não deve
ser esquecido que o imperialismo está sofrendo uma profunda crise de liderança.
Enquanto consolidava sua dominação militar, o imperialismo Ianque perdeu sua
dominação tecnológica e financeira. Não é mais capaz de impor seu desejo sobre
seus principais competidores, os imperialismos japonês e alemão. Também não consegue
controlar as possíveis reações de massa nos EUA ou em uma escala internacional.
Sob essas
condições, existem muitas possíveis formas para uma luta bem sucedida por um
cancelamento imediato dos pagamentos da dívida externa. É altamente improvável
que os governos latino-americanos e aqueles do Terceiro Mundo irão tomar algum
passo neste sentido. Mas se um país como o Brasil, na eventualidade de uma
vitória do PT, fosse fazer isso, nós não poderíamos de antemão prever a reação
do imperialismo. Eles poderiam impor um bloqueio econômico, mas é muito mais
difícil bloquear o Brasil, o mais desenvolvido país da América Latina, do que
países menores como Cuba, para não mencionar a Nicarágua.
E o Brasil
tem a capacidade de responder com uma ofensiva política, com um Brest-Litovski
político-econômico, dirigindo-se a vários países e massas de todos os países
dizendo: “Vocês concordam que nosso povo seja punido por querer eliminar a
fome, o adoecimento e as violações de direitos humanos?” A resposta das massas
trabalhadoras do mundo não é uma conclusão pré-determinada. Poderia ser
insuficiente, poderia ser positiva. Mas é uma grande batalha que poderia mudar
a situação política mundial. Poderia permitir uma posterior mudança na
correlação de forças; poderia ajudar a restaurar a fé em um mundo melhor.
Concretizar
iniciativas comuns, nacionais e internacionais
Esses
temas são o enfoque metodológico fundamental de Karl Marx: a luta pelo
socialismo não é a imposição dogmática e sectária de um objetivo
pré-estabelecido sobre o movimento real das massas. É somente a expressão
consciente desse movimento através do qual os elementos constituintes de uma
nova sociedade podem germinar das sementes do velho.
Nós
podemos ilustrar esses temas em relação aos problemas centrais de hoje.
Companhias multinacionais uma dominação maior sobre setores ainda mais largos
do mercado mundial. Elas representam uma forma qualitativamente superior da
centralização internacional de capital. Isso leva a uma maior
internacionalização da luta de classes.
Infelizmente,
a burguesia internacional é muito mais preparada e coerente neste sentido do
que a classe trabalhadora. Em um sentido fundamental, existem somente duas
respostas possíveis para a classe trabalhadora diante das ações das
multinacionais: ou ela recua em direção ao protecionismo e à defesa da chamada
competitividade nacional, isto é, a colaboração de classes com os patrões e os
governos de cada país contra “os japoneses”, “os alemães” ou “os mexicanos”; ou
solidariedade com os trabalhadores de todos os países e contra todos os
exploradores nacionais e internacionais.
No
primeiro caso, ocorreria uma inevitável espiral decrescente de cortes nos
salários, proteção social e condições de trabalho em todos os países, porque as
multinacionais poderia sempre explorar um país com salários mais baixos,
transferir a produção para lá ou chantagear o movimento dos trabalhadores para
fornecer concessões de antemão.
No segundo
caso, existe ao menos a possibilidade de uma espiral crescente que pode
aumentar os salários, melhorar a proteção social dos países menos desenvolvidos
e reduzir as diferenças nos padrões de vida de um modo positivo.
Essa
segunda possível resposta não é de modo algum oposta ao desenvolvimento
econômico ou à criação de empregos no Terceiro Mundo. Isso implica, na verdade,
outro modelo de desenvolvimento que não seja baseado na exportação de baixos
salários, mas no crescimento do mercado nacional e da satisfação das
necessidades básicas do povo.
A luta por
essa resposta internacionalista para a ofensiva das companhias multinacionais
requer imediatamente a concretização de iniciativas comuns a nível sindical,
especialmente entre delegados combativos, críticos, independentes, de base, em
todas as fábricas do mundo trabalhando para a mesma transnacional ou no mesmo
ramo industrial. Isso já se iniciou de modo pequeno mas, no entanto, real. O
projeto do Mercado Comum norte-americano, a tentativa de transformar o México
em uma vasta zona maquiladora [zonas de “economia livre”, com baixos salários],
abrem o caminho para essa resposta e isto pode ser estendido para toda a
América Latina em oposição à chamada “Iniciativa das Américas”.
Ao mesmo
tempo, os chamados novos movimentos sociais basicamente refletem a angústia de
amplas camadas sociais abandonadas pela dinâmica do capitalismo tardio. Essa
dinâmica envolve o perigo de que essas camadas progressivamente se despolitizem
e possam constituir uma base social para ataques da direita, incluindo os
neofascistas, contra as liberdades democráticas. Qualquer política de “paz
social” ou de consensos pseudo-realistas com a burguesia produzem a impressão
de que basicamente não há outras opções políticas, e assim fazem pioram o
perigo. Este é o motivo pelo qual é vital para o movimento de trabalhadores
estabelecer alianças estruturais com as “classes baixas”, os desorganizados, e
ajudá-los a se organizar, se defender e conquistar dignidade e esperança.
Em todos
esses casos, isto deve ser feito de uma maneira não-dogmática, sem a atitude de
alguém que possui toda a verdade – a resposta definitiva. A construção do
socialismo é um enorme laboratório de novas experiências que ainda permanecem
indefinidas. Nós devemos aprender da prática, especialmente, dessas mesmas
massas. Por esse motivo, nós devemos estar abertos para dialogar e discutir
fraternalmente com toda a esquerda, com todos defendendo firmemente os
princípios de suas correntes e organizações.
Em um
sentido mais amplo, nós devemos levar em conta o fato de que o que está em jogo
no mundo hoje é dramático: é literalmente uma questão de sobrevivência física
da humanidade. Fome, epidemias, poder nuclear, a deterioração do meio ambiente:
tudo isso é a realidade fundamental da nova e velha desordem capitalista
mundial.
No
Terceiro Mundo, 16 milhões de crianças morrem de fome e doenças curáveis por
ano. Isto é equivalente a 25% do número de mortes na segunda guerra mundial,
incluindo Hiroshima e Auschwitz. Em outras palavras, a cada quatro anos, existe
uma guerra mundial contra crianças. Esta é a realidade do imperialismo e do
capitalismo hoje.
Esta
realidade desumana produz efeitos políticos e ideológicos desumanos. No
nordeste brasileiro, a falta de vitaminas na dieta dos pobres produziu novas
espécies de inanição, de homens e mulheres que passaram por alterações físicas
que os fazem 30 centímetros menores que outras pessoas do mesmo país. Existem
milhões desses desafortunados, chamados pela classe dominante e seus agentes de
“ratos humanos”, com todas as implicações desumanas de tais termos,
reminiscentes daqueles desenvolvidos pelos nazistas.
Com a
restauração gradual do capitalismo no leste europeu e na antiga União
Soviética, tudo que é bárbaro e socialmente retrógrado está começando a ser
reproduzido. A privatização de grandes empresas poderia gerar até 35-40 milhões
de desempregados e uma queda de 40% nos ganhos dos trabalhadores.
O
caráter emancipatório do socialismo
O
socialismo poderia reaver sua credibilidade e validade se estiver pronto para
se identificar totalmente com as lutas contra essas ameaças. Isso supõe três
condições:
(1) A
primeira é que sob nenhuma circunstância ele subordine seu apoio para as lutas
sociais das massas a um projeto político. Nós devemos estar incondicionalmente
ao lado das massas em todas as suas lutas.
(2) A
segunda é a propaganda e a educação entre as massas do objetivo global, um
modelo de socialismo que integre as principais experiências e novas formas de
consciência das últimas décadas.
É preciso
defender um modelo de socialismo que será totalmente emancipatório em todas os
terrenos da vida. Este socialismo deverá ser autogestionário, feminista,
ecológico, radicalmente pacifista, pluralista, estendendo qualitativamente a
democracia, e ser internacionalista e pluripartidário.
Mas é essencial que seja emancipador para os produtores diretos, o que é
impossível sem o progressivo desaparecimento da divisão social do trabalho
entre aqueles que produzem e aqueles que administram.
Os produtores devem possuir o poder de decisão real sobre o que eles
produzem e receber a melhor parte do produto social. Este poder deve ser
exercido de uma maneira completamente democrática; isto é, deve expressar as
aspirações reais das massas. Isto é impossível sem pluralismo partidário e sem
a possibilidade das massas escolherem entre várias variantes concretas do
planejamento econômico central. Também é impossível sem uma redução radical na
carga de trabalho diária e semanal.
Mais ou menos todos concordam a respeito do nível crescente de corrupção
e criminalização na sociedade burguesa e nas sociedades pós-capitalistas em
desaparecimento. É utópico e irrealista esperar pela moralização da sociedade
civil e do estado sem uma radical redução da importância das economias de
dinheiro e de mercado.
Uma visão coerente do socialismo não pode ser defendida sem
sistematicamente se opor ao individualismo e a busca de ganhos individuais
independentemente de suas consequências para a sociedade como um todo. A
prioridade deve ser a solidariedade e a cooperação. E isso pressupõe,
precisamente, uma redução decisiva da importância do dinheiro na sociedade.
(3) A terceira condição é a total renúncia da parte dos socialistas e
comunistas de todas as práticas substitucionistas, paternalistas e
verticalistas. Nós devemos refletir sobre e transmitir a principal contribuição
de Karl Marx para a política: a emancipação dos trabalhadores será obra dos
próprios trabalhadores. Não pode ser realizada por estados, governos, partidos,
líderes supostamente infalíveis ou especialistas de qualquer tipo. Todos estes
são úteis, até mesmo indispensáveis, para a luta pela emancipação. Mas eles
somente podem auxiliar as massas a se libertarem; não podem ser um substituto
para elas. Não é somente imoral, mas impraticável tentar assegurar a felicidade
das pessoas contra suas próprias convicções. Esta é uma das principais lições
que podem ser extraídas do colapso das ditaduras burocráticas na Europa do
leste e na ex-URSS.
A prática dos socialistas e comunistas deve ser totalmente consistente
com seus princípios. Nós não devemos justificar nenhuma prática alienadora ou
opressora. Nós devemos, na prática, realizar o que Karl Marx chamou de
imperativo categórico: lutar contra todas as condições em que seres humanos são
alienados e humilhados. Se nossa prática for consistente com esse imperativo, o
socialismo irá recuperar uma incrível força e legitimidade política que o
tornará invencível.
Fonte da matéria:
https://blogdaboitempo.com.br/2018/04/03/mandel-o-socialismo-e-o-futuro-facamos-renascer-a-esperanca/